Poesia da aluna Esther Elaine da escola Natália vence o concurso Novos Ares

Poesia da aluna Esther Elaine da escola Natália vence o concurso Novos Ares

Foram premiados ontem (15/4), os vencedores do concurso cultural Novos Ares, que escolheu as melhores poesias em homenagem ao filho ilustre de Camocim, Euclides Pinto Martins.

O concurso realizado selecionou a melhor poesia entre as escolas públicas municipais, e a melhor poesia enviada pela população. Na categoria escolas, a aluna Esther Elaine Souza da EEF Natália Albuquerque Lopes ganhou um vôo panorâmico sobre o Atlântico, com a poesia intitulada “Homenagem a nosso Pinto Martins”. As alunas Ádila Silva da EEF Alba Maria e Letícia do Nascimento da EEF Fco. Ottoni Coelho ficaram em segundo e terceiro lugar respectivamente.

Já na categoria disputada pela população, foi eleita a melhor poesia a do autor Gilson Soares Cordeiro, com o título “1900”. O autor também terá a oportunidade de sobrevoar nossa costa marinha, tendo o privilégio de ver Camocim por cima, como fez o aviador Euclides Pinto Martins.

Abaixo confira as poesias vencedoras:

Homenagem a nosso Pinto Martins

É com grande orgulho pátrio
Que fazemos menção ao filho desta terra
Dinâmico desbravador e solidário
Chama-se Euclides Pinto Martins, o homenageado desta era.

Desde jovem, o grande humanitário
Buscava favorecer os pela seca castigado;
Exemplo de outrora a ser reverenciado
Camocinense, guerreiro pelos fracos!

Década de 1920, para nosso ídolo
Iguala-se a realeza
É o momento em que a palavra liberdade
Ganha outra natureza

Livre como pássaro
No céu se aventurava
Trazendo este histórico fato
Ao pousar em sua amada terra!

Salve o audacioso Pinto Martins
Aviador visionário
A frente de seu tempo
Bom homem, sempre será lembrado!

(Esther Elaine de Brito Souza)

1900

No recreio do colégio
Uma muralha de pernas e braços
Caiam sobre um garoto franzino

Os estudantes de farda verde limpinha
Eram impiedosamente comprometidos
Com a maldade de ser menino:
“Chora, chora, Pinguinho!”
“Vai mentir de novo
Que voa na tua terra que nem passarinho?”

Do olhar no chão, o pequeno avistou o céu sorrindo e disse:
“Podem me apertar, mas não vão quebrar meu azul,
minhas asas fininhas”

A professora à porta lá da sala
resolveu por as coisas em ordem
“Euclides, vem já para sala, menino!”
O menino levantou e  voou baixinho.

(Gilson Soares Cordeiro)

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